Hoje é segunda-feira, 6 de abril de 2026


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Amigo secreto ganha força no Natal e deve movimentar R$ 6,7 bi no varejo

Pesquisa da CNDL/SPC mostra que 36% dos consumidores participarão da brincadeira, vista como forma de economizar, fortalecer laços e impulsionar as compras presenciais e digitais em dezembro de 2025

36% dos consumidores pretendem participar de amigo secreto este ano – (crédito: The Retro Store/Unsplash)

Com o início das confraternizações e a retomada do clima típico de dezembro, o amigo secreto volta a ocupar espaço nos encontros de fim de ano. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) indicam que a troca de presentes continua sendo uma forma prática de organizar os gastos e reunir pessoas em diferentes ambientes, movimento que acompanha a expectativa de maior circulação nas festas de 2025.

Um levantamento realizado pelos órgãos, em parceria com a Offerwise Pesquisas, revela que 36% dos consumidores pretendem participar de amigo secreto este ano. A estimativa é de que 60,1 milhões de pessoas devem participar deste tipo de evento no período do Natal.

Luís Rocha, 23 anos, confirmou a participação em três amigos ocultos neste ano. Um da família, outro entre os amigos e o terceiro no trabalho, onde estagia. Na avaliação dele, comprar um presente para a pessoa sorteada é uma ótima estratégia financeira, pois adquirir um presente individual para cada membro de cada grupo seria muito caro.

“A gente estipula um valor mínimo e máximo, que fique confortável para todo mundo, e faz a brincadeira. Além de ser bem mais barato do que comprar um presente para cada um, ainda tem a emoção de tentar descobrir quem te tirou, de pensar como você vai descrever o seu amigo, que você sorteou, e de ser descrito por alguém”, disse ele. Luís completou que tem uma relação de proximidade com todos os grupos em que está participando da dinâmica, o que, de acordo com ele, deixa a experiência mais divertida.

Dos participantes do estudo, 53% adoram participar de amigos ocultos, 39% consideram que é uma boa maneira de poder presentear gastando menos dinheiro e 14% participam apenas para não serem julgados como antissociais. Já dos que não participarão, 45% justificaram dizendo não gostar, 35% não têm o costume no grupo e 23% estão sem dinheiro.

Cláudio Braga, 25 anos, não vai participar de nenhuma dinâmica neste ano, pois afirmou estar cansado de comprar presentes interessantes e somente receber brindes genéricos. “Eu compro uma coisa legal, gasto meu tempo e dinheiro, para depois ganhar um pijama e uma meia. Está de sacanagem, sem condições. Desta vez, para não me estressar, resolvi não participar de nada, nem do ‘amigo da onça’ da minha família, que nem é de sorteio, mas que também me irrita”.

Em média, os consumidores pretendem participar de 1,6 evento de amigo secreto, principalmente entre familiares (69%), com amigos (35%) e com colegas do trabalho (28%). A previsão da pesquisa é que seja gasto a média de R$ 72 com cada presente. Estima-se que a brincadeira movimente R$ 6,7 bilhões no varejo neste fim de ano.

Clara Silva, 57 anos, resolveu entrar na brincadeira com as amigas da turma do pilates e disse estar “muito animada” para revelar quem sorteou. Para ela, a brincadeira não é só sobre o presente, e sim sobre a interação entre as pessoas, principalmente as que não nutrem uma grande amizade.



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