Cacoal no Centro do Xadrez Político de Rondônia
A política voltou a dominar o cotidiano de Cacoal. Faltando 9 meses para as eleições, o município assiste à movimentação coordenada de seus principais atores, em um cenário que mistura transição administrativa, pré-candidaturas já assumidas e articulações de bastidores que extrapolam os limites locais e ganham dimensão estadual.
O atual prefeito, Adailton Fúria, mantém-se firme como pré-candidato ao governo de Rondônia. Para cumprir o prazo legal de desincompatibilização, Fúria deve deixar o cargo no início de abril, abrindo espaço para a posse do vice-prefeito, Tony Pablo Castro Chaves. A transição, segundo aliados, já está em curso e ocorre de forma planejada, com a promessa de continuidade administrativa.
Fúria tem afirmado publicamente que confia em Tony Pablo para dar sequência ao projeto político construído ao longo de sua gestão. O vice-prefeito, por sua vez, se apresenta como um nome técnico, com trajetória consolidada no serviço público municipal e conhecimento interno da máquina administrativa. A avaliação no grupo governista é de que a troca no comando não representará ruptura, mas ajuste de rota para um novo ciclo.
No campo federal, a primeira-dama de Cacoal, Joliane Fúria, deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Na eleição anterior, ela figurou entre as candidatas mais votadas do Estado, mas acabou não eleita em razão do desempenho da legenda, que não atingiu o quociente necessário.
Desta vez, a expectativa é de um cenário menos desfavorável, com maior articulação partidária e composição de chapa considerada mais competitiva. Entre aliados, a avaliação é de que Joliane reúne capital eleitoral suficiente para representar Rondônia em Brasília, caso o arranjo político se mostre mais eficiente.
Ainda assim, o cenário não está fechado. Nos bastidores, o vereador Edimar Kapiche é apontado como o único que, até o momento, admite avaliar a possibilidade de entrar na disputa diretamente com os dois pesos pesados. Também circulam, de forma recorrente, os nomes de Vasques, Gil Cardoso e Romeu Moreira, ainda sem confirmação formal.
Para o Senado, as especulações ganham contornos mais simbólicos. O nome do sempre polêmico Jabá Moreira voltou a circular com força, impulsionado por apoiadores que já se mobilizam nas redes sociais. A estratégia é associá-lo à memória de Ronaldo Aragão, até hoje lembrado como o único senador eleito com votação expressiva em Cacoal.



