Hoje é segunda-feira, 6 de abril de 2026


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NO MUNDO DOS ESPORTES – 40 anos depois o inglês é oficial na Fifa

Lúcio Albuquerque
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“FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO”
A bola entrou ou não entrou? Hoje, com Var e árbitros (oficialmente) especializados no assunto, o tempo demora muito – em 2025 foram 8 minutos em Vitória e Grêmio imagine-se o que aconteceu na final de 1966, Inglaterra 4×2 Alemanha (*).
A bola chutada por um atacante de Sua Majestade bateu no “poste superior” e em seguida no solo, aí um alemão deu um chutão e a mandou para o alto, enquanto o time inglês maioria da torcida – estimada em mais de 90 mil pessoas comemoravam o gol. Gol? A bola entrou ou não entrou? Alemães juram que não. O juiz disse que sim.
O árbitro era um suíço, o bandeirinha do lance era de Azerbaijão, um não entendia a língua do outro. (Supostamente) O “bandeira” fez sinal que “sim” com a cabeça e o suíço correu para o centro, validando o gol. Resultado: Inglaterra 4×2, para alegria de Elisabeth II que entregou a “Jules Rimet” ao capitão Bobby Moore.
Na época, 1966, o Brasil não transmitia a Copa na TV, e só assistia, desde 1938 (3ª edição), via transmissão de rádio. No “ex-país do futebol” só na Copa do México em 1970 o sinal chegou – na Amazônia Ocidental só na Copa da Argentina em 1978.
Em 1917 o VAR é admitido, ainda de forma experimental, numa competição inglesa, e só no ano seguinte, Copa da Rússia, surge a figura do Video Assistant Referee nos jogos internacionais.
E só em 2006, na Copa da Alemanha, é que A FIFA adotou o inglês como idioma oficial obrigatório tanto para comunicação dos árbitros como para suas reuniões e outros atos oficiais da entidade “mater” do esporte bretão no mundo.
E por que “Feitiço contra o feiticeiro”? ou “pau que bate em Chico bate também em Francisco?”. Na Copa de 2010, pelas oitavas, jogavam Inglaterra e Alemanha. O atacante inglês Frank Lampard bateu de fora da área, “ela” toca na “moldura superior” desce e, conforme os conterrâneos de Sir Winston Leonard Spencer Churchill, foi gol. O uruguaio Jorge Larrionda não validou o gol, a Alemanha que vencia por 2×1 chegou aos 4×1 e a Fifa excluiu Larrionda do restante da competição.


(*) Imagine-se hoje, em que a tecnologia é considerada de alta frequência, acontecer isso num Ba x Vi, Leão do Pici x Vovô, Fla x Vasco, Corinthians x São Paulo etc.

Seleção brasileira, 3o lugar em 1938: o técnico Ademar Pimenta (agasalho branco) e ao lado o inventor da “bicicleta” e capitão Leônidas


Só o árbitro não viu, e nem validou, o gol de Frank Lampard em 2010



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