Hoje é segunda-feira, 6 de abril de 2026


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“Fale mais sobre o Esron” – COLUNAS (RE)PUBLICADAS

Lúcio Albuquerque
69 99910 8325

Publicada – 26.7.2006
Republicada – 27.2.26

FALE MAIS SOBRE O ESRON
O pedido recebi de uma pessoa que apenas se identificou como “filha de um ex-guarda territorial” – corporação que em 1975, por ato do governador Humberto Guedes ao criar a Polícia Militar, deixou de existir. “Eu li uma coluna que o senhor escreveu em 2006 e me interessei”.
Bom, vamos aos fatos: O Cidadão Esron Penha de Menezes nasceu em Humaitá (AM) em 1914 e foi trazido pela família para Porto Velho pouco antes da década de 1920. Seu pai, Bohemundo Álvares Afonso foi prefeito do município em 1933. O filho, Esron, falecido em 2009, teve uma larga folha de bons serviços prestados a Porto Velho, ainda município amazonense e depois ao Território.
Conheci o Esron, então assessor importante da prefeitura portovelhense pela leitura quase que diária de seus artigos, assinados com suas iniciais: “CEM”, no jornal Alto Madeira logo após chegar aqui em 1975 – o “CEM” referia-se ao posto de capitão da Guarda Territorial, que exercera – ele foi o recrutador do primeiro grupo de GTs em 1944 e depois primeiro comandante e implantador do Corpo de Bombeiros.
Ele era definido pelo historiador Francisco Matias como “a boa fonte onde íamos beber da história do Território” – no caso do “nós” é porque eu era diário na casa do Esron com o Matias, e depois, com o historiador Anísio Goraieb.
Ele na década de 1930 foi aos poucos se aproximando do diretor-geral da EFMM Aluízio Ferreira, sendo que em 1940 era uma espécie de secretário particular de Aluízio, responsável por fiscalizar a construção das primeiras casas e assistiu a várias reuniões do presidente Getúlio Vargas com lideranças locais. Numa delas Esron contava ter ouvido o presidente perguntar ao governador do Acre Epaminondas Martins sua opinião sobe a criação do Território e ouvido elogios pela ideia.
Já em 1960 o “CEM” foi mandado, pelo governador Paulo Nunes Leal, representar o governo do Território no acompanhamento das obras de construção da BR-29 e estava presente à cerimônia em que o presidente JK considerou inaugurada a rodovia, então apenas um fino corte na selva, e, em seguida, na campanha da Caravana Ford.
Esron foi também professor de colégios em Porto Velho, fundador da Academia de Letras de Rondônia e da Academia Guajaramirense de Letras, autor do livro “Retalhos para a História de Rondônia”. Maçom grau 33, recebeu a comenda “Dom Pedro I”, outorgada pelo Grande Oriente do Brasil. O Humaitense Esron Penha de Menezes faleceu a 17 de janeiro de 2009.

Esron Pinheiro, primeiro selecionador da Guarda Territorial e do Corpo de Bombeiros do Território

Em primeiro plano Esron, com a comenda “D. Pedro I”, concedida pelo Grande Oriente do Brasil

Filhos de Esron, Lester, Lúcia e Célia recebendo homenagem ao pai, concedida pelo Corpo de Bombeiros Militares



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